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A demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência no mundo. Afeta não apenas o paciente, mas também familiares, cuidadores e todo o sistema de saúde.
Em 2015, cerca de 50 milhões de pessoas viviam com algum tipo de demência. Hoje, esse número já ultrapassa 57 milhões, e a estimativa é que chegue a 153 milhões até 2050. O impacto é enorme — tanto emocional quanto econômico.
A boa notícia é que quase metade dos casos pode ser evitada, com o controle de fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis. A prevenção aumenta os anos de vida com autonomia e qualidade, reduzindo custos e melhorando o bem-estar de toda a população.
Pesquisas internacionais identificaram 14 fatores de risco modificáveis, que podem ser controlados em qualquer fase da vida. Quanto mais cedo forem reconhecidos e tratados, menor será o risco de desenvolver demência no futuro.
No Brasil, a média de escolaridade entre idosos é de cerca de 5 anos de estudo, e quase 1 em cada 4 é analfabeto. Pessoas com maior tempo de estudo desenvolvem mais “reserva cognitiva” — uma espécie de proteção natural do cérebro.
Um em cada três idosos acima de 65 anos apresenta perda auditiva, e o problema não tratado aumenta o risco de demência. Quando maior o tempo da perda auditiva e maior o grau da perda maior o risco. A perda auditiva além de ser fator de risco para demência, contribui para o isolamento social e depressão visto que o idoso fica com dificuldade de se comunicar
O uso de aparelho auditivo reduz esse risco, melhora o humor e favorece o convívio social.
Conforme o aumento da idade ocorre enrijecimento dos vasos sanguíneos, favorecimento o surgimento de pressão alta. A pressão alta mal controlada ao longo dos anos danifica os vasos cerebrais e aumenta o risco de demência. Manter o tratamento e o acompanhamento médico é essencial.
Fumar é uma das principais causas de morte evitável e aumenta o risco de várias doenças, inclusive da demência. Parar de fumar, com apoio médico e psicológico, traz benefícios imediatos.
A obesidade continua aumentar sua prevalência. Nos estados unidos 41,9% da população é obesa. Em 2017 4 milhões de pessoas faleceram de causas relacionadas a obesidade. A obesidade favorece inflamação crônica e doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão, que comprometem a saúde cerebral. A perda de peso e a alimentação equilibrada são medidas protetoras.
A depressão não tratada pode acelerar o declínio cognitivo. O tratamento adequado — com psicoterapia, atividade física e, se necessário, medicação — reduz o risco de demência.
O sedentarismo aumenta a probabilidade de depressão, obesidade, hipertensão e diabetes — todos fatores ligados à demência. Caminhar, dançar, nadar ou fazer musculação são exemplos de atividades que fortalecem corpo e mente.
Com o aumento da obesidade, o diabetes também é uma doença que cresce cada dia mais. O diabetes mal controlado provoca inflamação e acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. O controle rigoroso da glicemia, associado à alimentação e exercício, é fundamental.
O uso abusivo de álcool está relacionado à atrofia cerebral e demência. Reduzir o consumo é uma das medidas mais eficazes para proteção cerebral.
Acidentes de carro, moto, quedas e esportes de impacto (como futebol, futebol americano ou boxe) aumentam o risco de degeneração cerebral. Proteger a cabeça é uma medida simples e poderosa de prevenção.
Estudos apontam que viver em locais com altos níveis de poluição eleva o risco de doenças neurodegenerativas. Ambientes ventilados e o uso de filtros de ar podem ajudar.
A solidão crônica está associada à depressão, sedentarismo e maior risco de declínio cognitivo. Manter vínculos sociais e participar de atividades comunitárias é essencial.
Problemas visuais como catarata e degeneração macular aumentam o risco de demência no futuro se não tratados. Cuidar da visão é cuidar do cérebro.
O colesterol alto favorece AVC e depósito de proteínas associadas à demência. O controle com dieta, exercício e medicação reduz esses riscos.
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As ações de prevenção devem ser adotadas ao longo de toda a vida — nunca é cedo ou tarde demais para começar:
Atividades cognitivas (palavras cruzadas, leitura, entre outras).
Uso de aparelho auditivo — é comprovado que utilizar o aparelho diminui a chance de demência, pois o idoso melhora o contato social e o humor.
Não ficar apenas em casa — o idoso deve sair, viajar, ver pessoas e ser socialmente ativo.
Tratar a depressão — atividade física, psicoterapia e uso de medicações podem ajudar no tratamento da depressão.
Usar aparelho de proteção na cabeça durante esportes de alto impacto.
Parar de fumar — hoje existem medicamentos (bupropiona, vareniclina, adesivo de nicotina, goma de mascar de nicotina), além de grupos de apoio para ajudar o paciente a parar de fumar.
Controle do colesterol — dieta, exercícios, estatinas e ezetimiba podem ajudar no controle do colesterol.
Atividade física — quanto maior a intensidade e a frequência semanal do exercício, maior o benefício na prevenção da demência. Na geriatria, além do exercício aeróbio, é sempre importante incluir musculação para ganho de massa muscular.
Controle do diabetes — alimentação balanceada, exercício físico e medicações para diabetes, quando necessário.
Controle da pressão alta — realizado por meio de alimentação balanceada, exercício físico, perda de peso, redução do sal na dieta e uso de medicações.
Perda de peso — por meio de alimentação adequada, atividade física e, em alguns casos, uso de medicações ou cirurgia bariátrica.
Evitar álcool.
Cuidar da saúde visual — frequentar o oftalmologista, usar óculos quando necessário e operar catarata, se indicado.
Esses cuidados combinados reduzem significativamente o risco de demência e melhoram a qualidade de vida em todas as idades.
Como cerca de 50% das demências estão ligadas a fatores evitáveis, adotar medidas de prevenção é a melhor estratégia para garantir mais anos de vida ativa, independente e com qualidade.
O acompanhamento médico regular com um geriatra é fundamental para identificar fatores de risco, orientar mudanças e acompanhar a evolução cognitiva de forma segura e individualizada.