(19) 99900-2928
(19) 99900-2928

A insuficiência venosa crônica é uma condição comum entre os idosos e está diretamente ligada à má circulação nas pernas. Quando não tratada, pode causar varizes, inchaço e até feridas de difícil cicatrização, mas o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado evitam complicações.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição na qual as veias das pernas têm dificuldade em retornar o sangue ao coração, provocando acúmulo de sangue e aumento da pressão venosa. Com o tempo, esse processo pode causar varizes, inchaço, dor e alterações na pele.
Embora o termo “varizes” seja popular, ele representa apenas um dos sinais da doença venosa crônica, que pode evoluir para quadros mais graves se não houver tratamento.
A circulação sanguínea depende de válvulas dentro das veias, responsáveis por direcionar o sangue de volta ao coração.
Na insuficiência venosa, essas válvulas perdem a função, o sangue tende a “voltar” e se acumula nas pernas, aumentando a pressão local.
A doença venosa crônica é muito prevalente na população idosa: cerca de 33% dos idosos apresentam algum grau da doença, e 1,5% desenvolvem úlceras varicosas, segundo estudos internacionais.
Ela é considerada a principal causa de feridas crônicas nas pernas em todo o mundo e aumenta significativamente o risco de infecções cutâneas.
Reconhecer precocemente os sinais e iniciar o tratamento reduz complicações e melhora a qualidade de vida.
Diversos fatores contribuem para o surgimento da insuficiência venosa crônica, como:
Esses fatores comprometem o retorno venoso e favorecem o aparecimento dos sintomas.
Os sintomas da insuficiência venosa variam de pessoa para pessoa e podem surgir de forma gradual.
Os sintomas costumam piorar quando o paciente permanece em pé ou sentado por muito tempo e melhoram com caminhadas ou ao elevar as pernas.
O diagnóstico é realizado por meio de anamnese clínica detalhada e exame físico, nos quais o médico avalia a presença de varizes, alterações cutâneas e sinais de insuficiência venosa.
Em alguns casos, é indicado o exame Doppler venoso, que permite visualizar o fluxo sanguíneo e identificar refluxo ou obstruções nas veias.
O tratamento da insuficiência venosa crônica é individualizado e tem como objetivo melhorar o retorno venoso, aliviar sintomas e prevenir complicações.
O uso da meia elástica de compressão graduada é o pilar do tratamento.
Ela reduz o inchaço, melhora o fluxo venoso e previne a formação de novas varizes e feridas.
Estudos mostram que até 96% dos pacientes com úlcera venosa que não utilizam a meia apresentam recidiva das feridas.
É importante que a meia seja prescrita e ajustada por um médico, respeitando o grau de compressão e o tamanho adequados.
Ela deve ser colocada pela manhã, antes de o inchaço aparecer, e retirada para dormir.
Contraindicações devem ser avaliadas pelo médico, como em casos de doença arterial grave, neuropatia grave, infecção de pele ativa ou insuficiência cardíaca avançada.
É permitido o uso da meia elástica quando tem ulcera na perna não infectada, trombose
Dica importante: para idosos que tem dificuldade de colocar a meia, existe um aparelho chamado mordomo que ajuda colocar a meia. Ele pode ser comprado pela internet
Ter sempre duas meias para revezar durante a lavagem;
Existem medicamentos que auxiliam na melhora da microcirculação e na redução dos sintomas, mas não substituem o uso da meia elástica e a prática de exercícios.
Em alguns casos, o cirurgião vascular pode indicar procedimentos como:
A prevenção da insuficiência venosa crônica é baseada em hábitos saudáveis:
Com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e mudanças simples no estilo de vida, é possível evitar complicações e preservar a saúde vascular.
A avaliação com um geriatra é fundamental para definir o tratamento mais seguro e eficaz, especialmente em pacientes com outras doenças associadas.