(19) 99900-2928
(19) 99900-2928

Perceber que algo mudou no ritmo dos movimentos, nas mãos trêmulas ou na lentidão para realizar tarefas simples costuma gerar preocupação — especialmente quando isso acontece com alguém mais velho.
Esses sinais podem ser apenas efeitos do envelhecimento, mas também podem indicar o início da Doença de Parkinson, uma condição que, embora não tenha cura, pode ser controlada e tratada com sucesso.
A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta os movimentos, o equilíbrio e, em alguns casos, até o humor e o sono.
Ela ocorre quando há redução na produção de dopamina, uma substância que transmite sinais entre os neurônios e controla a coordenação dos movimentos.
Quando a dopamina diminui, o corpo começa a dar sinais: os movimentos ficam mais lentos, há rigidez muscular, tremores e dificuldade para manter o equilíbrio.
Com o tempo, essas alterações podem interferir nas atividades diárias, mas com o tratamento adequado, é possível viver com independência e qualidade de vida.
O Parkinson é mais comum após os 60 anos, mas pode surgir antes, em casos raros.
Homens e mulheres podem ser afetados, e fatores como histórico familiar, diabetes, traumas cranianos e envelhecimento natural do cérebro aumentam o risco.
Estima-se que cerca de 3% dos idosos brasileiros convivam com a doença — e muitos ainda sem diagnóstico.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas há alguns sinais típicos que merecem atenção:
Além dos sintomas motores, o Parkinson também pode afetar o sono, o humor, o intestino e a memória, o que exige uma visão médica global para tratar o paciente como um todo.
Não. Nem sempre o tremor é sinal da doença.
Outros tipos de tremor, como o tremor essencial (que aparece durante o movimento) ou o tremor causado por medicamentos, são comuns e não estão relacionados ao Parkinson.
Por isso, o diagnóstico precisa ser feito por um médico especialista, que avalia o tipo, a frequência e o contexto dos sintomas.
O diagnóstico da Doença de Parkinson é clínico, baseado nos sintomas e na observação do paciente durante a consulta.
O médico pode solicitar exames como ressonância magnética, SPECT cerebral (DaTscan) ou polissonografia, para descartar outras doenças e confirmar o diagnóstico.
Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhores são as chances de controlar os sintomas e evitar complicações.
O tratamento é sempre individualizado, de acordo com os sintomas e o estilo de vida do paciente.
O principal objetivo é restaurar o equilíbrio da dopamina no cérebro.
Os medicamentos mais utilizados são:
É comum que o tratamento precise ser ajustado ao longo do tempo, sempre com acompanhamento médico regular.
O tratamento do Parkinson vai além dos remédios.
A equipe multiprofissional ajuda o paciente a manter independência e prevenir complicações:
Essas abordagens, em conjunto, ajudam o paciente a preservar sua autonomia por muitos anos.
Em casos específicos, quando os medicamentos já não são tão eficazes, pode ser indicada a estimulação cerebral profunda (DBS).
Trata-se de uma cirurgia que implanta eletrodos em áreas específicas do cérebro, controlando tremores e rigidez com alta precisão.
É uma alternativa segura, realizada apenas em pacientes selecionados e com grande impacto na melhora da qualidade de vida.
Com acompanhamento médico, tratamento contínuo e o apoio da família, é possível manter autonomia, segurança e bem-estar.
O papel do geriatra é justamente esse: acompanhar o paciente em todas as fases, ajustar o tratamento, orientar familiares e garantir que o idoso viva com dignidade, conforto e qualidade de vida.