Osteoporose

Osteoporose em idosos: causas, diagnóstico e tratamento

Osteoporose em idosos: causas, diagnóstico e tratamento

A osteoporose é uma das principais causas de fraturas em pessoas idosas e, muitas vezes, evolui sem sintomas até que o primeiro acidente aconteça. Com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, é possível fortalecer os ossos, reduzir o risco de quedas e preservar a independência na vida diária.

O que é Osteoporose?

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais finos, porosos e frágeis, o que aumenta o risco de fraturas mesmo em traumas leves — como uma queda da própria altura.

Ela é considerada uma doença silenciosa, pois geralmente não causa sintomas até que o osso se quebre. No Brasil, estima-se que 80% dos diagnósticos aconteçam somente após uma fratura, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção.

A Osteoporose é comum no idoso?

Sim. A doença é bastante frequente no envelhecimento:

  • Afeta cerca de 50% das mulheres com mais de 80 anos;
  • E aproximadamente 20% dos homens na mesma faixa etária.


Esses números aumentam com o avanço da idade e a presença de doenças associadas.

A Osteoporose causa dor?

A osteoporose em si não causa dor. Quando há dor, geralmente está associada a fraturas vertebrais ou outros problemas de coluna. Por isso, a presença de dor em um paciente com osteoporose exige sempre investigação médica.

Por que a Osteoporose ocorre?

Nosso corpo atinge o pico de massa óssea até os 30 anos de idade, especialmente durante a puberdade. Após essa fase, há uma estabilização por cerca de duas décadas. A partir daí — e principalmente com a chegada da menopausa nas mulheres — o corpo começa a perder mais massa óssea do que consegue formar, abrindo espaço para o desenvolvimento da osteoporose.

Fatores de risco para Osteoporose

Vários fatores aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:

  • Menopausa – a queda hormonal acelera a perda óssea nas mulheres.
  • Idade avançada – com o passar dos anos, a densidade óssea naturalmente diminui.
  • Sexo feminino – as mulheres têm mais osteoporose que os homens.
  • Histórico familiar – há predisposição genética para desenvolver osteoporose.
  • Fraturas prévias – indicam fragilidade óssea.
  • Baixo peso corporal e perda de massa muscular – a musculatura saudável ajuda a proteger os ossos.
  • Sedentarismo – a falta de exercício reduz a formação óssea.
  • Baixa ingestão de cálcio e vitamina D.
  • Pouca exposição ao sol – o que diminui a produção natural de vitamina D.
  • Tabagismo e consumo de álcool.
  • Excesso de cafeína.


Além disso, várias doenças e medicamentos podem favorecer o surgimento da osteoporose.

Doenças e condições que favorecem a Osteoporose

  • Hipogonadismo (níveis baixos de testosterona);
  • Doenças renais crônicas;
  • Diabetes;
  • Hipertireoidismo;
  • Lúpus e artrite reumatoide;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema);
  • AVC – o lado sequelado tende a perder massa muscular e óssea;
  • Cirrose hepática;
  • Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, retocolite ulcerativa)
  • Doença celíaca
  • Síndrome de Cushing (excesso de cortisol);
  • Talassemia e hemocromatose;
  • Cânceres hematológicos, como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo;
  • Pacientes acamados ou com mobilidade reduzida;
  • Pós-cirurgia bariátrica, quando não há reposição adequada de vitaminas.

Medicamentos que podem causar perda óssea

  • Corticoides de uso prolongado (como prednisona);
  • Quimioterápicos;
  • Anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital);
  • Inibidores hormonais (anastrozol, medroxiprogesterona);
  • Antipsicóticos (haloperidol, olanzapina, quetiapina);
  • Alguns antivirais (tenofovir);
  • Omeprazol em uso crônico (reduz absorção de cálcio).


Por isso, é importante que o médico avalie o uso contínuo de medicações e, se possível, substitua por alternativas mais seguras.

Diagnóstico da Osteoporose

O diagnóstico é feito com base em avaliação clínica e exames complementares.

Densitometria óssea

É o exame principal, realizado na coluna lombar e no fêmur. Mede a densidade mineral óssea e compara o resultado com padrões de normalidade.

Também é possível diagnosticar osteoporose quando há fraturas em situações de baixo impacto, como cair da própria altura e quebrar o femur— nesses casos, o osso não deveria se quebrar, o que confirma a fragilidade óssea mesmo sem exames.

Indicação da densitometria óssea
  • Mulheres a partir dos 65 anos;
  • Homens a partir dos 70 anos;
  • Mulheres com menos de 65 anos com fatores de risco;
  • Pacientes em uso de corticoides por mais de 3 meses.

O exame deve ser repetido a cada 1 a 2 anos, conforme orientação médica.

Mesmo com laudo normal, é importante manter acompanhamento, pois nem sempre a densitometria detecta todos os casos de fragilidade óssea

Radiografias

O raio-X pode auxiliar no diagnóstico quando há fraturas vertebrais visíveis ou suspeita de deformidade.

Exames laboratoriais complementares

Podem ser solicitados para identificar causas secundárias de osteoporose e avaliar o metabolismo ósseo. Incluem:

Hemograma, cálcio, fósforo, vitamina D, PTH, creatinina, TSH, função hepática, testosterona, FSH, LH, cortisol urinário 24horas, cálcio urinário 24h, anticorpos (FAN, antitransglutaminase, fator reumatoide), entre outros.

Além disso, marcadores ósseos podem ser usados para monitorar a resposta ao tratamento:

  • Marcadores de Formação óssea: osteocalcina, P1NP;
  • Marcadores de Reabsorção óssea: NTX, CTX.

Tratamento da Osteoporose

O tratamento é individualizado e depende da causa, mas inclui:

  1. Mudanças de estilo de vida
  • Parar de fumar e evitar álcool;
  • Exercícios físicos regulares – especialmente musculação, caminhada, hidroginástica e exercícios de impacto leve;
  • Alimentação rica em cálcio e vitamina D – leite, queijos, iogurtes, etc
  • Exposição solar diária

     

  1. Suplementação

Quando a alimentação não é suficiente, o médico pode recomendar:

  • Cálcio (carbonato ou citrato de cálcio, cerca de 1000 mg/dia de cálcio elementar);
  • Vitamina D – para manter níveis séricos acima de 30 ng/mL.


Evite a automedicação:
o excesso de vitamina D pode causar intoxicação e lesão renal.

  1. Medicamentos específicos

Usados conforme o perfil do paciente:

  • Formadores ósseos: teriparatida, romosozumabe;
  • Antirreabsortivos: alendronato, risedronato, ibandronato, zoledronato, denosumabe.


A escolha deve ser feita exclusivamente pelo médico, após avaliação individualizada.

CONCLUSÃO

A osteoporose é uma doença comum, silenciosa e potencialmente grave, pois aumenta o risco de fraturas e compromete a autonomia do idoso.

Com acompanhamento médico regular, hábitos saudáveis e diagnóstico precoce, é possível reduzir o risco de fraturas e preservar a qualidade de vida.

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