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A osteoporose é uma das principais causas de fraturas em pessoas idosas e, muitas vezes, evolui sem sintomas até que o primeiro acidente aconteça. Com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, é possível fortalecer os ossos, reduzir o risco de quedas e preservar a independência na vida diária.
A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais finos, porosos e frágeis, o que aumenta o risco de fraturas mesmo em traumas leves — como uma queda da própria altura.
Ela é considerada uma doença silenciosa, pois geralmente não causa sintomas até que o osso se quebre. No Brasil, estima-se que 80% dos diagnósticos aconteçam somente após uma fratura, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da prevenção.
Sim. A doença é bastante frequente no envelhecimento:
Esses números aumentam com o avanço da idade e a presença de doenças associadas.
A osteoporose em si não causa dor. Quando há dor, geralmente está associada a fraturas vertebrais ou outros problemas de coluna. Por isso, a presença de dor em um paciente com osteoporose exige sempre investigação médica.
Nosso corpo atinge o pico de massa óssea até os 30 anos de idade, especialmente durante a puberdade. Após essa fase, há uma estabilização por cerca de duas décadas. A partir daí — e principalmente com a chegada da menopausa nas mulheres — o corpo começa a perder mais massa óssea do que consegue formar, abrindo espaço para o desenvolvimento da osteoporose.
Vários fatores aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:
Além disso, várias doenças e medicamentos podem favorecer o surgimento da osteoporose.
Por isso, é importante que o médico avalie o uso contínuo de medicações e, se possível, substitua por alternativas mais seguras.
O diagnóstico é feito com base em avaliação clínica e exames complementares.
É o exame principal, realizado na coluna lombar e no fêmur. Mede a densidade mineral óssea e compara o resultado com padrões de normalidade.
Também é possível diagnosticar osteoporose quando há fraturas em situações de baixo impacto, como cair da própria altura e quebrar o femur— nesses casos, o osso não deveria se quebrar, o que confirma a fragilidade óssea mesmo sem exames.
O exame deve ser repetido a cada 1 a 2 anos, conforme orientação médica.
Mesmo com laudo normal, é importante manter acompanhamento, pois nem sempre a densitometria detecta todos os casos de fragilidade óssea
O raio-X pode auxiliar no diagnóstico quando há fraturas vertebrais visíveis ou suspeita de deformidade.
Podem ser solicitados para identificar causas secundárias de osteoporose e avaliar o metabolismo ósseo. Incluem:
Hemograma, cálcio, fósforo, vitamina D, PTH, creatinina, TSH, função hepática, testosterona, FSH, LH, cortisol urinário 24horas, cálcio urinário 24h, anticorpos (FAN, antitransglutaminase, fator reumatoide), entre outros.
Além disso, marcadores ósseos podem ser usados para monitorar a resposta ao tratamento:
O tratamento é individualizado e depende da causa, mas inclui:
Quando a alimentação não é suficiente, o médico pode recomendar:
Evite a automedicação: o excesso de vitamina D pode causar intoxicação e lesão renal.
Usados conforme o perfil do paciente:
A escolha deve ser feita exclusivamente pelo médico, após avaliação individualizada.
A osteoporose é uma doença comum, silenciosa e potencialmente grave, pois aumenta o risco de fraturas e compromete a autonomia do idoso.
Com acompanhamento médico regular, hábitos saudáveis e diagnóstico precoce, é possível reduzir o risco de fraturas e preservar a qualidade de vida.