Artrose

Artrose: sintomas, causas e tratamento

Artrose: sintomas, causas e tratamento

A progressão da artrose pode ser silenciosa, mas seus efeitos no dia a dia não precisam ser inevitáveis. Descubra como reconhecer os sinais, seus sintomas, causas e o que pode ser feito para tratá-la com segurança.

O que é Artrose?

A artrose é uma doença crônica e degenerativa caracterizada pelo desgaste da cartilagem que reveste as articulações. Essa cartilagem funciona como uma “almofada”, permitindo que os ossos deslizem suavemente. Quando ela se desgasta, o atrito entre os ossos causa dor, rigidez e limitações nos movimentos.

Fatores de risco para desenvolver artrose

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:

  • Idade – com o envelhecimento, há perda de massa muscular, alterações articulares e atrofias que favorecem o surgimento da artrose. O risco cresce principalmente após os 40 anos.
  • Obesidade – o excesso de peso sobrecarrega as articulações, principalmente joelhos e quadris.
  • Sexo – mulheres são mais afetadas do que homens.
  • Alterações anatômicas – problemas no menisco, ligamentos ou desalinhamentos aumentam o risco.
  • Traumas repetitivos – exercícios físicos feitos de forma incorreta, ou atividades que sobrecarregam uma articulação, podem contribuir para o desgaste.
  • Genética e histórico familiar – artrose de quadril e mãos tem forte componente hereditário.
  • Doenças associadas – condições como hipotireoidismo e hemocromatose favorecem o surgimento da artrose.

Quais articulações podem ser afetadas?

As articulações mais comumente atingidas são:

  • joelhos (a mais frequente),
  • quadris,
  • coluna,
  • mãos e dedos,
  • ombros.


Punhos, cotovelos e tornozelos raramente são afetados.
Vale lembrar que um idoso pode ter mais de uma articulação comprometida ao mesmo tempo.

A artrose é comum?

Sim. Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros convivam com a doença, e esse número tende a aumentar conforme a expectativa de vida cresce.

Sintomas da artrose

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

  • Dor articular que piora com movimento e melhora com repouso. Ex.: subir e descer escadas, levantar-se da cadeira, cozinhar ou costurar.
  • Rigidez matinal, sensação de articulações “travadas” ao acordar, melhorando em até 30 minutos com o movimento.
  • Lentidão nos movimentos.
  • Estalos ou rangidos (crepitações) audíveis ou palpáveis durante os movimentos.
  • Inchaço, calor local e deformidades em fases avançadas.
  • Dificuldade para andar, quedas e perda de mobilidade quando a doença progride.


Importante: a artrose não causa febre nem sintomas em outros órgãos. Caso haja dor articular associada a manchas, febre ou outros sinais sistêmicos, é preciso investigar outras doenças reumatológicas.

Doenças que podem se confundir com artrose

Algumas condições apresentam sintomas semelhantes, mas exigem tratamento diferente:

  • Artrite reumatoide, lúpus e artrite psoriática.
  • Lesões de ligamentos e meniscos.


Por isso, a avaliação médica é fundamental para o diagnóstico correto.

Diagnóstico da artrose

O diagnóstico é feito principalmente pela história clínica e exame físico. Alguns exames podem auxiliar:

  • Radiografia (RX) – mostra redução do espaço articular, presença de osteófitos (bico de papagaio) e alterações ósseas.
  • Ultrassonografia e ressonância magnética – podem ser úteis em casos específicos.


Exames de sangue
– não diagnosticam artrose, mas ajudam a descartar doenças inflamatórias ou autoimunes.

Tratamento da artrose

Embora a artrose não tenha cura, existem tratamentos eficazes para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

  1. Exercícios físicos – tratamento padrão-ouro
  • Atividades aeróbicas: caminhada, bicicleta, hidroginástica, natação.
  • Exercícios resistidos: musculação para fortalecimento muscular.
  • Alongamentos regulares.

É comum que no início o paciente sinta algum desconforto, especialmente se não tinha o hábito de se exercitar. Mas, com a continuidade, as dores tendem a reduzir significativamente.

  1. Fisioterapia

Essencial para reabilitação, melhora da mobilidade e alívio da dor. O tratamento é mais eficaz quando multidisciplinar, com médico, fisioterapeuta e educador físico.

  1. Medicamentos
  • Analgésicos, como paracetamol, podem ser usados de forma programada.
  • Anti-inflamatórios e opioides podem ser prescritos em casos de dor persistente, sempre com acompanhamento médico devido aos efeitos colaterais.
  • Suplementos como condroitina, glicosamina, colágeno tipo II, diacereína e piascledine são muito divulgados, mas devem ser vistos como complementares.

  1. Infiltrações articulares

Injeções de corticoide ou ácido hialurônico podem ser recomendadas em casos específicos.

  1. Cirurgia

Indicada em casos avançados, especialmente em artrose de joelho e quadril, quando não há resposta ao tratamento clínico.

Quando procurar um médico?

Se você tem dor articular persistente, rigidez ao acordar, estalos frequentes nas articulações ou dificuldade crescente para se movimentar, procure um especialista. O diagnóstico precoce e o início do tratamento fazem toda a diferença para manter a qualidade de vida.

CONCLUSÃO

A artrose é uma condição comum, mas não deve ser encarada como algo “normal da idade” sem acompanhamento. Com diagnóstico precoce, prática de exercícios, fisioterapia e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e preservar a autonomia do idoso.

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