(19) 99900-2928
(19) 99900-2928

A perda involuntária de urina é um problema comum, mas muitas vezes subestimado. Na terceira idade, pode afetar o conforto, o sono e a qualidade de vida. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes — e, com acompanhamento médico, é possível recuperar o controle e a confiança.
Embora muitas pessoas acreditem que “escapar urina” seja algo inevitável com a idade, trata-se de um sinal de que algo não está funcionando bem na bexiga, nos músculos pélvicos ou no controle nervoso da micção.
Em condições normais, a bexiga consegue armazenar cerca de 150 a 200 ml de urina antes de surgir a necessidade de urinar, 300-400 ml antes de surgir uma necessidade urgente de urinar. Produzimos, em média, 1,5 a 2,5 litros de urina por dia, com intervalos de 3 a 4 horas entre as micções. Geralmente eliminamos 250 ml por micção
Urinar uma ou duas vezes à noite pode ser considerado normal. Mas, quando há vazamentos frequentes, urgência para urinar ou perda de urina ao tossir, rir ou se movimentar, é fundamental buscar avaliação médica.
Existem diferentes formas de incontinência urinária, e o tratamento depende de identificar corretamente qual delas o paciente apresenta:
É caracterizada por vontade súbita e intensa de urinar, com perda antes de chegar ao banheiro.
Está associada a alterações neurológicas (como AVC, Alzheimer, Parkinson), infecções urinárias ou hiperatividade da bexiga.
Ocorre quando há perda de urina ao tossir, rir, espirrar, levantar peso ou fazer esforço físico.
É comum em mulheres que tiveram partos vaginais, em pessoas obesas, na menopausa (devido à queda do estrogênio), em pacientes com tosse crônica, traumas na pelve (radioterapia, cirurgia, fratura), pacientes que fazem algum trabalho que exige muito esforço
Combina os dois tipos anteriores — esforço e urgência. É uma das formas mais frequentes em idosos.
Acontece quando a bexiga enche demais e o excesso de urina acaba escapando.
Pode ocorrer em homens com aumento da próstata, ou em pessoas com alterações neurológicas que dificultam o esvaziamento completo da bexiga.
Pode surgir após cirurgias da próstata, uso de diuréticos ou medicamentos que afetam o controle da bexiga, além de doenças neurológicas específicas.
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, na qual o geriatra investiga hábitos urinários, doenças associadas e uso de medicamentos.
Em alguns casos, pode ser necessário um exame chamado estudo urodinâmico, que avalia o funcionamento da bexiga, da uretra e dos músculos do assoalho pélvico.
A partir dessas informações, é possível definir o tipo de incontinência e o melhor plano de tratamento.
O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro. Em muitos casos, medidas simples e fisioterapia pélvica já trazem grandes melhorias.
A fisioterapia do assoalho pélvico é fundamental tanto para homens quanto para mulheres.
Durante as consultas, são ensinados exercícios que fortalecem os músculos responsáveis pelo controle da urina, e o paciente pode continuar a prática em casa.
O Dr. Bruno Krepischi disponibiliza uma cartilha com exercícios específicos, que ajudam no controle da bexiga e reduzem episódios de perda urinária.
Essas estratégias, associadas ao acompanhamento médico, podem diminuir significativamente os episódios de perda.
O uso de medicamentos é indicado quando os exercícios e as mudanças de hábitos não são suficientes.
Os principais grupos são:
O uso deve ser sempre prescrito e monitorado por um médico, para evitar riscos e ajustar doses conforme a resposta do paciente.
Quando há falha no tratamento clínico, especialmente nos casos de incontinência de esforço grave, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos para corrigir a sustentação da bexiga e uretra.
A decisão é tomada de forma individual, após avaliação clínica e exames complementares.
A incontinência urinária impacta diretamente o bem-estar físico e emocional, podendo causar vergonha, isolamento e medo de sair de casa.
Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para recuperar autonomia, autoestima e qualidade de vida.
O acompanhamento com o geriatra é essencial para ajustar medicamentos, orientar exercícios e, se necessário, encaminhar para fisioterapia ou urologista.
Com o diagnóstico correto, orientação médica e hábitos saudáveis, é possível recuperar o controle da bexiga e viver com mais tranquilidade.
Se você ou um familiar tem episódios de perda de urina, não hesite em procurar ajuda — quanto antes o problema for investigado, melhores serão os resultados.