F.A.Q

Perguntas Frequentes
Sobre Geriatria

O envelhecimento traz muitas dúvidas sobre o que é normal e o que precisa de atenção médica.

Na Geriatria, cada sintoma — seja físico, cognitivo ou emocional — é avaliado com uma visão global do paciente, considerando suas condições clínicas, uso de medicamentos e rotina de vida.

Abaixo, estão respostas para algumas das perguntas mais comuns feitas durante as consultas. Essas informações têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada, que é essencial para um diagnóstico preciso e um plano de cuidados personalizado.

Nem sempre. O esquecimento leve pode estar relacionado a fatores como estresse, sono ruim, uso de medicamentos ou carências nutricionais.
Quando a perda de memória começa a afetar tarefas simples do dia a dia, pode indicar um comprometimento cognitivo que deve ser investigado. O geriatra é o profissional indicado para diferenciar o que é esquecimento benigno e o que pode ser demência ou Alzheimer.

A fraqueza pode ter várias causas — desde sarcopenia (perda de massa muscular) até doenças neurológicas, hormonais ou circulatórias.
O ideal é realizar uma avaliação geriátrica completa, que analisa força, equilíbrio, nutrição e medicamentos em uso.
Na maioria dos casos, atividade física orientada e ajuste alimentar ajudam muito na recuperação da força.

O uso excessivo de medicamentos, conhecido como polifarmácia, é comum em idosos e pode causar tontura, queda de pressão, sonolência e até perda de apetite.
O geriatra realiza a revisão medicamentosa, avaliando o que é realmente necessário, o que pode ser reduzido e se há interações entre os remédios.
Esse cuidado melhora a qualidade de vida e reduz riscos.

Sim. As quedas em idosos nunca devem ser consideradas “acidentes comuns”.
Elas têm causas que precisam ser investigadas — como problemas de visão, equilíbrio, hipotensão, fraqueza muscular ou uso de certos medicamentos.
Após identificar a causa, o geriatra orienta exercícios de fortalecimento, ajustes no ambiente e tratamento das doenças associadas.

A tontura pode ter origem no ouvido interno, na alteração da pressão arterial, em alterações neurológicas ou no uso de medicamentos.
Uma avaliação médica é fundamental para identificar a causa exata.
O tratamento varia de acordo com o diagnóstico, podendo incluir ajuste de remédios, fisioterapia vestibular ou acompanhamento com outras especialidades.

A hipertensão arterial tem cura, com o tratamento adequado — que inclui mudança de hábitos e acompanhamento médico regular — é possível viver com pressão controlada e evitar complicações como AVC, infarto e insuficiência renal.

O segredo está em manter uma rotina equilibrada: alimentação saudável, exercícios regulares, sono de qualidade, controle do estresse e acompanhamento médico preventivo.
Esses cuidados reduzem o risco de doenças e ajudam a preservar a autonomia e o bem-estar.

Cuidar da mente e do corpo é essencial.
Atividades cognitivas (como leitura, jogos de memória, conversas e aprendizado), evitar álcool, cigarro, controle da pressão, do diabetes, do colesterol, do peso, da audição e da visão ajudam a proteger o cérebro e prevenir doenças neurodegenerativas.

Sim, o inchaço nas pernas pode indicar insuficiência venosa crônica, mas também pode estar relacionado a problemas cardíacos, renais ou ao uso de certos medicamentos.
O geriatra avalia a causa e orienta o tratamento adequado, que pode incluir meias de compressão, ajustes de remédios e hábitos saudáveis.

A osteoporose é a perda de massa óssea que aumenta o risco de fraturas.
A prevenção inclui alimentação rica em cálcio e vitamina D, exposição solar, atividade física regular e controle hormonal
Com acompanhamento, é possível reduzir significativamente os riscos.

Nem sempre. A dor nas costas pode estar relacionada à postura, hernia, artrose, estenose canal medular, dor muscular.
O ideal é uma avaliação completa, com exames de imagem quando necessário, para identificar a causa e indicar o tratamento correto — que pode incluir fisioterapia e exercícios de fortalecimento.

Alguns ajustes simples reduzem muito o risco:

  • Retirar tapetes soltos;
  • Garantir boa iluminação;
  • Usar calçados firmes;
  • Instalar barras de apoio em banheiro e corredores;
  • Manter força e equilíbrio com exercícios regulares.
    A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes domésticos.

A Clínica Médica trata adultos em geral, enquanto a Geriatria é voltada ao envelhecimento saudável e às doenças típicas do idoso.
O geriatra avalia o paciente de forma integral, considerando múltiplas doenças, medicamentos e fatores sociais e emocionais.

Porque o envelhecimento traz mudanças físicas e cognitivas que exigem uma visão médica ampla.
O geriatra coordena o cuidado, ajusta medicamentos, previne quedas e orienta família e cuidadores.
É o médico que acompanha todas as fases do envelhecimento com segurança e empatia.

A depressão pode se manifestar de forma diferente na terceira idade.
Em vez de tristeza intensa, o idoso pode apresentar isolamento, desânimo, perda de apetite ou queixas de dor.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar o humor e a qualidade de vida.

A sarcopenia é a perda de massa e força muscular associada à idade.
Ela aumenta o risco de quedas e perda de independência, mas pode ser revertida com exercícios de resistência e alimentação rica em proteínas.

Sim, desde que seja com acompanhamento médico e dentro de limites seguros.
A atividade física melhora a circulação, reduz sintomas e ajuda no controle da pressão e do peso.
Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Sim. O esquecimento ocasional é comum, mas a demência envolve perda de memória associada a prejuízo nas atividades do dia a dia.
O geriatra realiza testes cognitivos e exames para determinar o diagnóstico correto.

Sim. A desidratação é comum na terceira idade porque a sensação de sede diminui.
Beber água regularmente ajuda no funcionamento dos rins, na pressão e até na memória.
Uma boa meta é 1,5 a 2 litros por dia, salvo restrições médicas específicas.

O ideal é realizar uma consulta a cada 6 a 12 meses, mesmo sem sintomas, para avaliar riscos, revisar medicamentos e prevenir doenças.
O acompanhamento contínuo é a chave para envelhecer com saúde e autonomia.