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A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa que atinge principalmente pessoas com mais de 60 anos. Ela ocorre devido à diminuição da dopamina, um neurotransmissor essencial para a coordenação motora.
A dopamina é produzida em uma região do cérebro chamada substância negra, responsável por enviar os “comandos de movimento” ao corpo.
Quando as células dessa área começam a morrer, o cérebro perde a capacidade de controlar com precisão os movimentos — surgindo sintomas como lentidão, tremor e rigidez.
Embora ainda não exista uma causa única definida, o Parkinson pode estar relacionado a fatores genéticos, envelhecimento e ambientais, incluindo histórico familiar, traumas cranianos e diabetes.
O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum do mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer.
No Brasil, cerca de 3% dos idosos são diagnosticados com a doença, com idade média de início aos 60 anos.
Reconhecer os sinais precoces e buscar acompanhamento especializado é fundamental para iniciar o tratamento no momento certo e preservar a autonomia do paciente.
Os sintomas geralmente começam de forma assimétrica, afetando mais um lado do corpo.
Entre os principais sinais estão:
Um dos sintomas mais conhecidos, mas nem sempre presente (até 15% dos pacientes não apresentam tremor).
O tremor típico do Parkinson é em repouso — aparece quando o corpo está parado e desaparece durante o sono.
Sintoma central da doença. O paciente percebe lentidão em realizar tarefas simples, como abotoar roupas, amarrar sapatos, digitar, levantar-se da cadeira ou sair do carro.
Os músculos ficam mais tensos e os movimentos, mais duros e doloridos. É comum que o paciente sinta travamentos nos braços, pernas ou pescoço, o que pode causar dores articulares e posturais (dor cervical, ombro, quadril). Paciente queixa de dificuldade de esticar ou dobrar os braços, perna
Há desequilíbrio, quedas e passos curtos e arrastados, com tendência a se inclinar para a frente.
O paciente pode apresentar diminuição das expressões faciais, olhar fixo, voz baixa e redução do piscar dos olhos.
A Doença de Parkinson vai além dos sintomas motores, podendo causar:
Com o avanço da doença, pode ocorrer demência associada ao Parkinson, atingindo até 80% dos pacientes com mais de 15 anos de evolução.
Não. Existem diversas causas de tremor, e nem todas estão relacionadas à Doença de Parkinson.
As principais são:
Por isso, é fundamental a avaliação médica — apenas o especialista pode distinguir o tipo e a origem do tremor.
Também não. Condições como artrose, acidente vascular cerebral ou uso de medicamentos sedativos podem causar sintomas semelhantes.
O diagnóstico correto depende de uma avaliação minuciosa feita pelo geriatra ou neurologista.
O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação médica detalhada e no exame físico.
Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras causas de tremor e rigidez, como AVC, uso de medicamentos ou outras doenças neurológicas.
Entre os exames que auxiliam na investigação estão:
Atualmente, exames de ultrassom cerebral e testes genéticos estão em estudo, mas ainda não são utilizados rotineiramente.
Embora não haja cura, o tratamento adequado permite controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
O principal objetivo é aumentar os níveis de dopamina no cérebro e aliviar a rigidez, a lentidão e o tremor.
As principais medicações utilizadas incluem:
Ao longo do tempo com a progressão da doença, podem ser necessárias outras medicações
Além disso, o tratamento pode incluir medicamentos específicos para sintomas secundários:
O acompanhamento regular com o geriatra é essencial para ajustar doses e evitar interações medicamentosas.
O tratamento do Parkinson vai muito além dos remédios.
Uma equipe integrada ajuda a manter o paciente ativo e independente:
A prática de exercícios regulares melhora o humor, o sono e a coordenação.
Nos casos em que o tratamento medicamentoso não é mais suficiente, pode ser indicada a Estimulação Cerebral Profunda (DBS).
O procedimento consiste em implantar eletrodos no cérebro para regular a atividade elétrica da região afetada, reduzindo tremores e rigidez.
É um tratamento eficaz para casos selecionados, com resultados expressivos em qualidade de vida.
Com acompanhamento contínuo, ajustes no tratamento e suporte familiar, o paciente pode manter suas atividades diárias, praticar exercícios e conviver bem com a condição.
O Dr. Bruno Krepischi realiza acompanhamento individualizado, integrando cuidado clínico, suporte familiar e reabilitação multidisciplinar, sempre com foco na funcionalidade e no bem-estar.