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Muitos idosos convivem com o desconforto das “escapadinhas”, acreditando que é algo natural da idade — quando, na verdade, não é.
A incontinência urinária é uma condição que pode e deve ser tratada.
Com o acompanhamento certo, é possível recuperar o controle da bexiga, melhorar o sono e resgatar a confiança no dia a dia.
A incontinência urinária acontece quando há perda involuntária de urina, mesmo em pequenas quantidades.
Ela pode se manifestar durante o dia ou à noite, ao tossir, rir, fazer esforço ou simplesmente ao sentir uma vontade súbita e incontrolável de urinar.
Embora seja mais comum após os 60 anos, o problema não é uma consequência inevitável do envelhecimento.
Muitas vezes, ela está relacionada a doenças tratáveis, uso de medicamentos ou fraqueza muscular, e pode ser revertida com o tratamento adequado.
Com o envelhecimento, o corpo passa por várias transformações — e o sistema urinário também.
Os músculos da bexiga e do assoalho pélvico ficam mais fracos, o volume da bexiga diminui, e há mudanças hormonais que afetam o controle urinário.
Além disso, o uso de múltiplos medicamentos, doenças neurológicas, diabetes e problemas de próstata (nos homens) aumentam as chances de perda urinária.
É por isso que o problema deve ser visto de forma ampla e integrada, e não apenas como um sintoma isolado.
Nem toda perda de urina é igual — e entender o tipo é essencial para o tratamento correto.
É quando a pessoa sente uma vontade súbita e intensa de urinar, sem tempo de chegar ao banheiro.
É comum em quem tem hiperatividade da bexiga ou doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer ou AVC.
Acontece quando há perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico.
É mais frequente em mulheres que tiveram parto vaginal, obesas ou na menopausa, e também em pessoas com fraqueza do assoalho pélvico.
Combina os dois tipos anteriores — esforço e urgência — e exige uma abordagem mais completa.
Quando a bexiga enche além da capacidade e a urina “vaza” aos poucos.
É mais comum em homens com aumento da próstata ou em casos de uso de medicamentos que interferem na contração da bexiga.
O diagnóstico começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, hábitos e medicamentos em uso.
O exame físico e, em alguns casos, o estudo urodinâmico ajudam a entender o tipo de incontinência e suas causas.
O papel do geriatra é avaliar o paciente de forma global, levando em conta o sistema urinário, as doenças associadas, os medicamentos e até fatores emocionais.
A boa notícia é que a maioria dos casos de incontinência urinária tem tratamento — e muitos deles sem necessidade de cirurgia.
É o primeiro passo no tratamento.
Por meio de exercícios específicos, ela fortalece os músculos responsáveis pelo controle da urina e melhora o reflexo da bexiga.
Com acompanhamento profissional, é possível perceber melhora em poucas semanas.
Algumas atitudes simples ajudam muito:
Essas medidas, aliadas à fisioterapia, já resolvem a maioria dos casos leves e moderados.
Em alguns casos, o uso de remédios é indicado para controlar a hiperatividade da bexiga.
Existem diversas opções, como anticolinérgicos, mirabegrona e, em casos selecionados, antidepressivos que auxiliam na contração do esfíncter urinário.
Porém, o uso deve ser sempre individualizado e acompanhado pelo médico, evitando interações e efeitos colaterais.
Nos casos mais graves — especialmente na incontinência de esforço que não melhora com fisioterapia — o tratamento cirúrgico pode ser indicado.
Hoje, existem técnicas minimamente invasivas, com excelentes resultados e rápida recuperação.
A incontinência urinária afeta não apenas o corpo, mas também a autoestima e o convívio social.
Muitos idosos passam a evitar passeios, exercícios e encontros familiares por medo de acidentes.
Por isso, buscar ajuda é o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida.
Com a orientação do Dr. Bruno Krepischi, o tratamento é feito de forma completa, segura e respeitosa — devolvendo conforto, confiança e autonomia.