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Você sente as pernas pesadas, inchadas ao fim do dia ou com varizes cada vez mais visíveis?
Esses podem ser sinais de insuficiência venosa crônica (IVC) — uma doença comum, especialmente entre os idosos, que afeta a circulação do sangue nas pernas.
Apesar de causar desconforto, a boa notícia é que a insuficiência venosa tem tratamento e, quando diagnosticada precocemente, pode ser controlada de forma eficaz, evitando complicações mais graves.
A insuficiência venosa crônica acontece quando as veias das pernas perdem a capacidade de enviar o sangue de volta ao coração.
Isso ocorre por causa de falhas nas válvulas venosas, responsáveis por direcionar o fluxo sanguíneo de forma correta.
Como resultado, o sangue “fica preso” nas pernas, gerando inchaço, dor, sensação de peso, câimbras e varizes visíveis.
Com o tempo, o problema pode evoluir e causar escurecimento da pele e até feridas difíceis de cicatrizar (úlceras venosas).
Com o passar dos anos, os vasos perdem elasticidade e as válvulas se tornam menos eficientes.
Além disso, fatores como sedentarismo, sobrepeso, histórico familiar e longos períodos em pé ou sentado aumentam o risco.
A insuficiência venosa também é mais frequente em mulheres, devido às alterações hormonais e às gestações, mas afeta homens e mulheres igualmente na velhice.
Estima-se que um terço dos idosos tenha algum grau de doença venosa — e muitos nem sabem.
Os sintomas variam conforme a gravidade, mas geralmente começam de forma discreta.
Os sinais mais comuns incluem:
Esses sintomas tendem a piorar ao longo do dia e melhoram quando a pessoa deita ou eleva as pernas.
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um médico especialista, geralmente um geriatra ou cirurgião vascular.
Durante a consulta, o médico avalia o histórico, examina as pernas e pode solicitar exames, como o ultrassom Doppler venoso, para observar o fluxo do sangue e verificar se há refluxo ou obstruções nas veias.
Esse exame é simples, indolor e essencial para definir o melhor plano de tratamento.
A insuficiência venosa crônica não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com medidas eficazes.
O tratamento busca melhorar a circulação, aliviar os sintomas e prevenir feridas.
As meias elásticas são a forma mais eficaz de controlar os sintomas e prevenir complicações.
Elas ajudam o sangue a voltar para o coração e reduzem o inchaço nas pernas.
Mas atenção: a compressão ideal deve ser indicada pelo médico, e o uso incorreto pode causar desconforto.
Deve-se colocá-las pela manhã, antes do inchaço aparecer, e retirá-las ao deitar-se.
Alguns medicamentos, chamados flebotônicos, ajudam a fortalecer as veias e a reduzir o inchaço.
No entanto, eles não substituem o uso das meias e o exercício físico.
Em casos mais graves, o médico pode indicar tratamentos cirúrgicos ou a escleroterapia, para remover ou fechar veias comprometidas.
Sim. Mesmo quem tem predisposição genética pode reduzir o risco com hábitos saudáveis.
As principais recomendações são:
Esses cuidados simples melhoram a circulação e diminuem o risco de complicações.
Procure avaliação médica se houver inchaço persistente, dor, varizes visíveis, escurecimento da pele ou feridas que não cicatrizam.
O geriatra é o profissional indicado para avaliar o quadro global de saúde do idoso, considerando doenças associadas e o uso de medicamentos que possam interferir na circulação.
Quanto antes o diagnóstico é feito, melhores são os resultados do tratamento e menor o risco de complicações.
Cuidar da circulação das pernas é cuidar da autonomia e da qualidade de vida.
Com acompanhamento médico e adesão ao tratamento, é possível viver com mais conforto e segurança, mesmo com o diagnóstico.