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Acordar várias vezes, ter dificuldade para pegar no sono ou simplesmente perder o sono no meio da madrugada são queixas comuns no consultório geriátrico.
Mas afinal, é normal dormir mal com o passar dos anos? Ou a insônia pode ser sinal de algo mais sério?
Vamos entender juntos.
A insônia é a dificuldade em iniciar ou manter o sono, ou ainda o despertar muito cedo, sem conseguir voltar a dormir. Embora o padrão do sono mude naturalmente com o envelhecimento — o sono tende a ser mais leve e fragmentado —, a insônia verdadeira vai além dessas alterações normais.
Estudos mostram que até 45% dos idosos enfrentam algum tipo de distúrbio do sono. As causas são variadas: desde doenças crônicas, dor e uso de medicamentos, até problemas emocionais como ansiedade ou depressão.
Ou seja, a insônia é um sintoma, não uma doença isolada, e por isso precisa ser investigada com cuidado.
Com o passar dos anos, o organismo muda o seu ritmo natural — o chamado ritmo circadiano.
Isso faz com que o idoso:
Essas mudanças são naturais e não representam necessariamente um problema.
Porém, se o idoso acorda cansado, sonolento, irritado ou com dificuldade de concentração, é hora de investigar o motivo.
Entre as causas mais comuns estão:
O primeiro passo é identificar a causa, pois cada uma exige uma abordagem diferente.
A falta de descanso adequado pode causar:
Dormir bem é um fator protetor da saúde global do idoso — tão importante quanto se alimentar bem ou fazer atividade física.
Durante a consulta, o geriatra investiga o histórico de sono, o uso de medicamentos e os hábitos de vida.
Muitas vezes, a insônia está relacionada a fatores que podem ser corrigidos, como o horário de cochilos, o consumo de café à tarde ou até o ambiente do quarto.
Em alguns casos, o médico pode solicitar exames específicos, como a polissonografia, que ajuda a diferenciar a insônia de outros distúrbios, como apneia do sono.
O tratamento depende da causa e geralmente não começa com medicamentos.
O foco é corrigir hábitos e promover um sono natural e restaurador.
São medidas simples que fazem muita diferença:
Essas orientações ajudam o cérebro a entender que é hora de dormir — e, com o tempo, o corpo readquire o ritmo natural.
Quando necessário, o médico pode prescrever medicações para ajudar a regular o sono, sempre de forma temporária e personalizada.
É importante lembrar que muitos remédios usados para dormir podem causar dependência, quedas e confusão mental em idosos, e por isso devem ser evitados ou substituídos por alternativas mais seguras, como:
Além das orientações médicas, alguns hábitos simples fazem toda a diferença:
Com essas medidas, muitos pacientes voltam a dormir melhor sem precisar de medicação contínua.
A insônia pode até parecer um problema simples, mas, quando não tratada, afeta o corpo, a mente e a autonomia do idoso.
O acompanhamento com o Dr. Bruno Krepischi permite uma avaliação completa, considerando todas as condições clínicas e os hábitos de vida, para promover um sono tranquilo, natural e reparador.