Diabetes: Sintomas, riscos e como controlar a doença na terceira idade

Diabetes: Sintomas, riscos e como controlar a doença na terceira idade

O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns entre idosos, mas ainda gera muitas dúvidas e preocupações.

Muita gente só descobre que tem a doença quando os sintomas já estão avançados ou quando surge alguma complicação.

A boa notícia é que com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, o diabetes pode ser controlado, garantindo vida longa e com qualidade.

O que é o diabetes e por que ele acontece?

O Diabetes Mellitus ocorre quando o corpo não consegue usar corretamente o açúcar que circula no sangue.

Isso acontece por dois motivos principais:

  • O pâncreas não produz insulina suficiente
  • O corpo não responde bem à insulina produzida


A insulina é essencial para levar a glicose para dentro das células, onde ela vira energia.
Quando esse processo falha, a glicose fica alta na corrente sanguínea e começa a causar danos a vários órgãos.

O diabetes é comum?

Sim — e cada vez mais.

  • Mais de 16 milhões de brasileiros têm diabetes.
  • O risco aumenta com a idade.
  • Muitos idosos descobrem a doença durante exames de rotina.


O avanço da obesidade, do sedentarismo e da alimentação rica em ultraprocessados também contribuem para esse aumento.

Tipos de diabetes

Existem vários tipos, mas os mais comuns são:

  1. Diabetes Tipo 1

Autoimune — o corpo destrói as células que produzem insulina.
Normalmente aparece na infância ou adolescência

  1. Diabetes Tipo 2

O mais frequente, especialmente em idosos.
Está ligado a hábitos de vida, genética, obesidade e outras doenças como hipertensão.

  1. Diabetes causado por medicamentos

Alguns remédios aumentam o açúcar no sangue, como:
corticoides, diuréticos e certos antipsicóticos.

  1. Pré-diabetes

Quando a glicose está elevada, mas ainda não no nível de diabetes.
É um sinal de alerta — e pode ser controlado com mudanças de hábitos.

Quais são os sintomas de diabetes?

Em muitos casos, o diabetes não dá sintomas, principalmente o tipo 2.
Por isso, exames de rotina são tão importantes.

Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

  • Fome e sede excessivas
  • Aumento da urina
  • Perda de peso
  • Visão borrada
  • Cansaço
  • Feridas que demoram a cicatrizar
  • Infecções repetidas


Se você tem algum desses sintomas, procure um médico.

Como é feito o diagnóstico?

Os principais exames são:

  • Glicemia de jejum
  • Hemoglobina glicada (HbA1c)
  • Teste de tolerância à glicose (TOTG)


A hemoglobina glicada é um dos mais importantes, pois mostra como está o controle da glicose nos últimos 3 meses.

Por que o diabetes mal controlado é perigoso?

A glicose alta constante pode causar danos sérios no corpo, como:

  • Infarto
  • AVC
  • Perda da visão
  • Doença renal
  • Neuropatia diabética (dor, queimação, perda de sensibilidade nos pés)
  • Aumento do risco de quedas
  • Dificuldade de cicatrização


Por isso, controlar o diabetes não é apenas “baixar a glicose”:
é proteger o coração, os rins, o cérebro e os nervos.

Pré-diabetes: dá para reverter?

Sim.
Com mudanças de hábitos, o pré-diabetes pode regredir e o risco de evoluir para diabetes diminui bastante.

As principais medidas são:

  • Redução de peso (quando necessário)
  • Atividade física regular
  • Ajuste da alimentação
  • Tratamento de doenças associadas (hipertensão, colesterol alto, esteatose hepática)


Em alguns casos, o médico pode indicar metformina, especialmente quando há maior risco.

Como controlar o diabetes no dia a dia

  1. Alimentação equilibrada
  • Reduzir açúcar, doces e ultraprocessados
  • Limitar refrigerantes e bebidas alcoólicas
  • Aumentar fibras, verduras, legumes e grãos integrais
  • Incluir proteínas de qualidade
  • Preferir frutas

  1. Praticar atividade física

Melhora a ação da insulina, reduz glicose e colesterol e ajuda no controle do peso.

  1. Monitorar a glicemia

O médico define a frequência ideal de acordo com o tipo de diabetes e o tratamento.

  1. Cuidar dos pés

Pacientes diabéticos têm maior risco de feridas, infecções e alterações de sensibilidade.

  1. Acompanhamento médico regular

Essencial para ajustar medicações e prevenir complicações.

Tratamentos disponíveis

Há várias opções de tratamento, desde remédios orais até insulina.
A escolha depende do tipo de diabetes e do perfil do paciente.

Os principais medicamentos são:

  • Metformina – ótima escolha para a maioria dos casos
  • SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina) – protege rim e coração
  • GLP-1 (semaglutida, liraglutida) – controla diabetes e ajuda no peso
  • DPP-4 (linagliptina, evogliptina) – seguros e bem tolerados
  • Insulina – usada quando a glicose está muito alta ou quando outros tratamentos não são suficientes


O importante é que o tratamento seja individualizado e acompanhado de perto, especialmente no idoso, que muitas vezes usa vários medicamentos ao mesmo tempo.

Hipoglicemia: quando o açúcar cai demais

É uma das complicações mais perigosas, principalmente para idosos.
Ocorre quando a glicemia fica muito baixa.

Sintomas comuns

  • Suor frio
  • Tremores
  • Palpitação
  • Confusão
  • Desmaio


Todos os diabéticos devem saber reconhecer os sinais e agir rapidamente.

É possível viver bem com diabetes

Sim.

Com tratamento adequado e mudanças de hábito, o paciente com diabetes pode ter uma vida longa, ativa e saudável.

O mais importante é ter acompanhamento regular com um geriatra, que consegue avaliar todo o contexto: medicamentos, alimentação, outras doenças, risco cardiovascular e fragilidade.

Quando o diabetes é bem controlado, o risco de complicações cai drasticamente.

Controle seu diabetes com segurança.

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